PRÊMIO LITERÁRIO ACADEMIA IMPERATRIZENSE DE LETRAS DE 2025:

Academia Imperatrizense de Letras (AIL) anunciou, na sexta-feira, dia 24 de abril de 2026, os vencedores do Prêmio Literário 2025. A premiação ficou assim distribuída: 1º Lugar – Lilia Diniz – obra: Vozes do Mussambê; 2º Lugar – Hyana Reis – obra: Positivo para Bipolar; 3º. Lugar – Prêmio Selo da Academia – Zeca Tocantins – obra: Um Homem vestido de Letras. As obras premiadas receberão as seguintes distinções: A primeira colocada receberá o equivalente a cinco salários-mínimos, além do Selo do Mérito Literário e certificado de participação. A segunda colocada receberá quatro salários-mínimos, além do selo e certificado. A terceira colocada receberá o Selo do Mérito Literário e certificado. A entrega dos prêmios aconteceu na sexta-feira, dentro da solenidade de comemoração dos 35 anos da Academia, que ocorreu no Paço da Cultura Sálvio Dino, a partir das 19h, com entrada franca. A comissão julgadora foi composta pelos professores doutores Alexandre Zarate Maciel, Gilberto Freire de Santana e Márcio Araújo de Melo. #imperatrizma #cidadedeimperatriz #academiaimperatrizensedeletras #premioliterario.

 

 

TODO VELHO JÁ FOI JOVEM, NADA MAIS ÓBVIO.

LUÍS MORAIS: UM JOVEM DIFERENTE

      Juventude é tempo de sonhos, de planos, de loucuras, do achar que pode tudo, de pensar que é sem ser, de realizar façanhas e de juntar traumas para o resto da vida. Vivi minha juventude sempre tentando ser o melhor em qualquer agrupamento que participasse. Extremamente ansioso, cometia loucuras e nunca evitei o imprevisto, a não ser que o perigo fosse real.

      Se eu colocasse na cabeça que iria fazer alguma coisa proveitosa, passava a noite acordado, e mal o dia amanhecia, já partia para realizar. Assim foi quando resolvi acatar o conselho do conterrâneo cientista Augusto Ruschi – a maior autoridade no mundo dos beija-flores – de que eu deveria parar de caçar os inhambus e criá-los.

      Depois de muitos anos – sendo a maioria das vezes campeão de disputas cinegéticas capixabas – que todos os anos partiam por um mês para alguma região florestal do Brasil, decidi pendurar a espingarda e criá-los em cativeiro. Parei de caçá-los, mas para criá-los precisava de matrizes. Parti para a captura. Depois de muitas experiências, concluí que o lacinho era o mais prático, rápido e quase infalível. Em menos de um ano a reprodução em cativeiro iniciava-se.

      Nesse ínterim, conheci outro cientista, o eminente Werner C. A. Bokermann, que acabava de retornar com sua equipe de 12 auxiliares, de uma incursão de captura na Amazônia. Saldo dos 15 dias de tentativas: um Tinamus tao laçado no poleiro. Conseguiram a façanha mais difícil: laçar a azulona pelo pescoço. Notando que ela se batia demais no chão, tentaram abafá-la. Estava sem a cabeça. Decepcionados, no outro dia retornaram ao zoológico de São Paulo, pois o Werner era o diretor da instituição. Não sei como, ele ficou sabendo que eu já conseguira capturar os inhambus de que precisava para minhas matrizes – tendo-os localizado.

Sem avisar, apareceu em Linhares, no Espírito Santo, acompanhado de dois amigos. Um era o dono da aeronave e da Orniex, o outro, um caçador cujo nome não lembro mais.

      Depois das devidas apresentações, partimos para a comprovação. Mesmo com o Werner já velhinho, meio cego, meio surdo, meio rouco, meio tudo, depois de escolher um bom lugar, fazer uma grande choça, postar minhas armadilhas, entramos no esconderijo. Comecei, ora convidando, ora desafiando os donos daquele território. Tendo capturado um Tinamus solitarius e dois Crypturellus variegatus, Werner ergueu-se, limpou a garganta e foi enfático: “Basta, para mim chega. Já vi tudo o que queria.” No dia seguinte, levando os pássaros, tomaram a pequena aeronave e retornaram a São Paulo.

      Entusiasmado pelas palavras de gente tão importante, comecei a estudar os Tinamideos. Nessa época eu mantinha uma página hospedada na Jupiter Internet e muitos estudiosos logo começaram a me procurar para trocar ideias. O tempo foi passando, levando consigo minha saúde. Eu dependia dela para realizar minhas loucuras. Era costume eu e meu inseparável cunhado Arlindo, já falecido, sairmos de casa à meia-noite e caçar macucos no poleiro até o dia amanhecer; depois usávamos os pios até escurecer. Em seguida, procurávamos um lugar para passar a noite, limpar as caças abatidas, acender o fogo, comer carnes escolhidas, salgar as restantes, amarrar em sacos plásticos e enterrar no leito de algum riacho quase seco.

      O passar do tempo foi difícil e cruel para mim. Ainda hoje mantenho resquícios de alguns estudos sobre os Tinamideos em minha nova página, mas apenas para mostrar o ponto em que percebi que meu tempo de sonhos estavam se tornando pesadelo: não dava mais!

      Um dia, minha filha Drielly falou-me a respeito de um rapaz que queria falar comigo sobre passarinhos. Era um jovem com apenas um celular, um violão, uma máquina fotográfica e um grande sonho de que conseguiria vencer na vida com estes três equipamentos, procurando, encontrando, filmando e gravando aves raras deste nosso imenso Brasil. Chamava-se Luís Morais. Era simples, inteligente, decidido. Experimentou a crueza da necessidade e a graça das boas amizades. Hoje, Luís Morais é um ornitólogo, é brasileiro, pesquisador e fotógrafo de aves raras. Começou sem a mínima estrutura, apenas com a coragem e a fé. Para isso, os jacus-estalos – pássaros extremamente temerários. Depois de alguns anos, gravou seu piado, meio parecido com os udus de certas regiões. Para esta gravação, contou com o fundo musical de uma fêmea de Tinamus tao. O caminho estava aberto para o prefácio de suas conquistas. O certo é que, enquanto muitos tentavam filmar um, Luís já colecionava vários, inclusive o jacu-estalo-de-bico-vermelho. Sobre ele disse: “Para mim é a ave mais bonita entre todas as concorrentes de penas do mundo”.

      Foi ele quem agora descobriu e descreveu o inhambu (Sururina-da-serra – Tinamus resonans) na Serra do Divisor, na divisa do estado do Acre com o Peru.

      Luís faz doutorado no Museu Nacional, e participa de expedições ornitológicas com a “Hiléia Expeditions”, focadas no estudo de aves de difícil visualização, visando a conservação das espécies raras e ameaçadas de extinção. Em poucos anos já tem artigos publicados, e alimenta a plataforma WikiAves, mostrando as fotos dos pássaros, assim como seus piados e localização. Já com mais intimidade, um dia lhe disse: Luís, quando alguém quer uma coisa, só dependerá dele, porque a parte de Deus sempre é garantida. Você vai vencer na vida.

      Luís compartilha seus registros e estudos por meio do Instagram (@luix_morais) e Facebook, focando em “birdwatching” na Amazônia. Dê uma passadinha por esses aplicativos e saiba mais sobre essa estrela cuja luz que ora cintila em nossa galáxia cultural. Amigo, não imagina como me orgulho de poder pensar somos amigos!

Instagram · luix_morais

Mais de 18 mil seguidores

 

 

Esta foto foi tirada numa de nossas caçadas a alguns anos passados, quando eu ainda não sentia tanto o peso dos anos. Feliz Natal aí no céu, meu querido sobrinho!

Vai com Deus, companheiro de pescarias e caçadas: socorro para todos os momentos difíceis em que vivi a seu lado.

Filho de minha irmã Elda Fregona – que jaz no mesmo sepulcro com minha mãe no Cemitério da Saudade de Imperatriz, MA – depois de meses atacado por cirrose hepática de consequência  irrecuperável, acabou falecendo num hospital de Goiânia. Valber, o irmão caçula e seu compadre de fé cuidava dele desde a descoberta do problema. Em suma, estava apenas esperando o dia e este chegou no domingo à noite, 13 de dezembro de 2025. Bem nos lembrou Jesus: vigiai e orai, porque não sabeis o dia nem a hora. Em menos de seis meses, aquele homem forte como um touro fornido e sadio, alegre, brincalhão, sem maldade, não conseguia comer mais nada e ficando com a barriga cada vez maior. Os exames constataram o início do fim. Não podia operar e remédio algum funcionava. Deixou-nos o exemplo vivo de como ser amigo de verdade e de como viver feliz sem magoar aquele que morreu por nós.

 

 

GOSTARIA DE TER SEU PRÓPRIO SITE OU BLOG?

Nunca imaginei que houvesse, em Imperatriz, alguém tão capacitado! Pedi permissão a ele e, se precisarem, procurem-no no Zap: Erick Medrado e entrem em contato com ele. É humilde, profissional, amigo de verdade, responsável nos horários que marca para os dias e as aulas…. Em menos de dois meses, com visitas de duas ou três horas por semana, realizou o meu último sonho: aprender a atualizar, sozinho, diariamente, este site que está visitando agora.

 

UM NOVO TEMPO?

De fato, “a propaganda é a alma do negócio”! Mal reeditei meus 22 livros na Gráfica Brasil, o Erick Medrado atualizou Minha Página, avisando sobre a venda de qualquer um dos livros ao preço unitário de 100 reais, eis que me apareceu logo um Pix de 600,00 solicitando 6 livros. Já estou embrulhando e deverei postar amanhã. Nem enviei os primeiros 6, mais 4 já foram pedidos. Sem contar com excelentes propostas que estou examinando com cuidado. Como nossa Academia conta com muitos bons escritores, talvez seja um bom investimento a criação de um blog para mostrar e oferecer suas obras. Mande uma mensagem ou converse com o Erick Medrado via WhatsApp.

AQUISIÇÃO DE LIVROS

Você poderá solicitar qualquer um dos meus 22 livros ao preço de cem reais cada um, em qualquer parte do Brasil, sem qualquer outra despesa. A coleção completa chegará às suas mãos por dois mil reais. Maiores detalhes, informe-se pelo e-mail de minha filha Kizy Fregona Nogueira. Ela é quem me ajuda nesses atendimentos. O e-mail dela é:  kizyfregona@gmail.com e o whatsapp é (99)99040319.                          

Chave PIX 69026122268 – Kizy Fregona Nogueira.

Em última instância, tente meu site: https://livaldo.com.br Nele você encontrará todo esclarecimento de que precisa. Abraços.